O vi-o-lão (tin-tin por tin-tin) - 1
por Alvaro Henrique
O violão erudito é diferente do violão popular?
Ao menos no Brasil, o instrumento em si é o mesmo: um violão acústico (ou seja, sem amplificação) com cordas de nylon. A princípio, o mesmo violão que anima rodinhas com MPB, pop e rock pode encantar platéias com Bach, Villa-Lobos e outros. É natural que haja adaptações no violão em função de seu uso, mas praticamente todas não impossibilitam que o instrumento seja utilizado nos dois estilos. Violões com corda de aço são quase exclusivamente utilizados na música popular, especialmente os adaptados para se tocar com técnica de guitarra.
Então porquê o termo “violão erudito”? Quando um músico se apresenta apenas como violonista, as pessoas já o vêem como um cantor e compositor de música popular que se acompanha ao violão. Para evitar mal-entendidos, quem toca música erudita ao violão, sem cantar, se vê obrigado a se apresentar como violonista erudito - especialmente quem não quer tocar "aquela da novela". O contrário ocorre no piano. Quando alguém se apresenta como pianista, imaginamos um pianista erudito, vivendo entre partituras de Beethoven, Chopin e Mozart. Os pianistas que tocam música popular acabam se vendo obrigados a dizer que tocam "piano popular".
Violão erudito e violão clássico é a mesma coisa?
A rigor, não, mas, na prática, sim. Numa interpretação ao pé da letra, "música clássica" diz respeito apenas à música do Classicismo (Mozart, Beethoven, Haydn, Sor, Aguado, Giuliani), assim como "música barroca" trata apenas da música do Barroco. O termo "música erudita" é que englobaria todos os estilos. No entanto, o uso cotidiano já consagrou o termo "música clássica" como sinônimo de "música erudita".
Envie sua dúvida ou comentário para alvaroguitar@gmail.com
Originalmente publicado semana sim, semana não, no blog Violão Clássico
O violão erudito é diferente do violão popular?
Ao menos no Brasil, o instrumento em si é o mesmo: um violão acústico (ou seja, sem amplificação) com cordas de nylon. A princípio, o mesmo violão que anima rodinhas com MPB, pop e rock pode encantar platéias com Bach, Villa-Lobos e outros. É natural que haja adaptações no violão em função de seu uso, mas praticamente todas não impossibilitam que o instrumento seja utilizado nos dois estilos. Violões com corda de aço são quase exclusivamente utilizados na música popular, especialmente os adaptados para se tocar com técnica de guitarra.
Então porquê o termo “violão erudito”? Quando um músico se apresenta apenas como violonista, as pessoas já o vêem como um cantor e compositor de música popular que se acompanha ao violão. Para evitar mal-entendidos, quem toca música erudita ao violão, sem cantar, se vê obrigado a se apresentar como violonista erudito - especialmente quem não quer tocar "aquela da novela". O contrário ocorre no piano. Quando alguém se apresenta como pianista, imaginamos um pianista erudito, vivendo entre partituras de Beethoven, Chopin e Mozart. Os pianistas que tocam música popular acabam se vendo obrigados a dizer que tocam "piano popular".
Violão erudito e violão clássico é a mesma coisa?
A rigor, não, mas, na prática, sim. Numa interpretação ao pé da letra, "música clássica" diz respeito apenas à música do Classicismo (Mozart, Beethoven, Haydn, Sor, Aguado, Giuliani), assim como "música barroca" trata apenas da música do Barroco. O termo "música erudita" é que englobaria todos os estilos. No entanto, o uso cotidiano já consagrou o termo "música clássica" como sinônimo de "música erudita".
Quem são os melhores violonistas eruditos?
O nome mais importante do século passado foi Andrés Segovia. É atribuído ao violonista espanhol o feito de colocar o violão de volta às principais salas de concerto. Suas gravações continuam sendo uma grande referência, mesmo após vinte anos da interrupção de sua carreira com seu falecimento.Outros grandes artistas que têm seu nome na história são Julian Bream, John Williams, Kazuhito Yamashita, Manuel Barrueco, Eduardo Fernandez, Eduardo Isaac, David Russel, Eliot Fisk, Paul Galbraith. Dois grupos também merecem ser citados: o duo Presti-Lagoya e o quarteto Los Romeros. No Brasil, destacam-se Duo Abreu, Duo Assad, Quaternaglia, Quarteto Brasileiro de Violões, Carlos Barbosa-Lima, Daniel Wolff, Fábio Zanon, Eduardo Meirinho, Nicolas de Souza Barros, Paulo Porto Alegre, e Mário Ulloa.Envie sua dúvida ou comentário para alvaroguitar@gmail.com
Originalmente publicado semana sim, semana não, no blog Violão Clássico